Salinas

 


"Salinas", díptico 130x390cm

EM EXIBIÇÃO NOVAMENTE NA CIDADE MOTIVO, Aveiro
até 27 de Abril no Museu de Aveiro

"A obra "Salinas”, de 2006, é um dos rastos mais significativos deste período do artista plástico. Criada especialmente para a exposição realizada na Galeria do Edifício da Antiga Capitania, esta peça de grandes dimensões é composta por duas telas pintadas a tinta acrílica areada, possuindo um aspeto tátil que remete diretamente para elementos da paisagem, e em particular para as salinas e o ambiente natural da Ria de Aveiro. "
"A obra expressa não só a ligação do autor com o território e as suas paisagens, mas também demonstra a maturidade que a sua busca por novas formas de expressão artística atingiu. "Salinas" é realizada com a técnica única e invulgar inventada por Rui Aguiar, provavelmente, o rasto mais apreciado e premiado de todo o seu percurso artístico, que se caracteriza genericamente pela aplicação de pigmentos e resina misturados com cargas de sílica em múltiplas camadas, criando uma textura densa e visualmente impactante."
"Esta pintura possui um caráter matérico que provoca uma sensação de imersão no ambiente da paisagem retratada. "



Rastos e Fragmentos - Aveiro 2025

 




Celebramos os 80 anos de vida do pintor Rui Aguiar com a apresentação de um conjunto de obras reveladoras de alguns Rastos e Fragmentos do seu percurso artístico. A mostra é organizada em três partes: atualidade/arte digital; Sal/Aveiro; e um olhar arte povera/a Fábrica. Três Fragmentos de um percurso correspondentes a três momentos chave de mudança e de maturidade na conceção artística que nos permitem observar singularidades temporais e simultaneamente caraterísticas identitárias do percurso de Rui Aguiar, os seus Rastos.

Fragmentos, são no universo do pintor, objetos, materiais e ideias que se encontram à nossa volta, reaproveitados e manipulados para a conceção artística. Tem uma presença constante nos trabalhos de Rui Aguiar desde as primeiras colagens com recortes de todo o tipo de papel (embalagens, jornais, revistas) às assemblagens (latas, tampas, garrafas), passando pela pintura com colagens e, mais recentemente, na manipulação digital de fotografias.

As obras expostas permitem explorar a diversidade e a singularidade do trabalho de Rui Aguiar. São escolhidas entre aquelas que o pintor conservou no seu atelier como “obras disponíveis para eventuais exposições antológicas” e obras inéditas que encontram agora a oportunidade e motivo de exposição. São obras que revelam o essencial das técnicas exploradas e introduzidas com grande expressão e surpresa na Pintura, tais como o uso da tinta acrílica areada e a manipulação de materiais de baixo custo reaproveitados do quotidiano doméstico ou industrial. Resumindo demonstram os rastos do engenho do artista que constituem as suas marcas identitárias.

Integram a exposição algumas obras icónicas: Salinas, α e x Segunda derivada da paisagem em ordem ao tempo, e Sem título, realizadas respetivamente em 2006, 1994 e 1984, e três instalações concebidas especialmente para o espaço do Museu de Aveiro / Santa Joana: As vidraças do Palácio de Almada Negreiros, O pintor e o modelo e Contornos. Nestas três assemblagens a matéria de intervenção são materiais do quotidiano do seu atelier (cavalete de pintura, latas de tinta, bancos, portas de mobiliário…), objetos de instalações anteriores, associados com obras de arte concebidas anteriormente e elementos da paisagem das Salinas. Rui Aguiar faz nestas obras uma síntese da sua atitude artística caraterizada pelo acto de extrair dos materiais diários com que lidamos matéria de expressão plástica. A obra Salinas, composta por duas telas, possui um aspecto tátil dado pelo uso da tinta acrílica “areada” que nos remete diretamente para elementos da paisagem, das salinas e do ambiente natural da Ria de Aveiro.  É pintada com a aplicação sobre o suporte de pigmentos e resina misturados com cargas de sílica em múltiplas camadas. Uma técnica, presente nas suas obras desde finais dos anos 80, que lhes atribui uma textura densa, volume, e alguma tridimensionalidade. Esta forma de pintar constitui um rasto único de Rui Aguiar.

A exposição revela o objeto que a pintura do Rui Aguiar elege para retratar e/ou trabalhar com... É o quotidiano do pintor o mote essencial da matéria com que ele cria. Na década de 80, o foco está no ambiente da fábrica de tintas e nos seus diversos resíduos. Nas décadas seguintes, a paisagem — seja natural ou urbana — torna-se o tema central. São estes elementos o modelo, no sentido clássico do termo, que o artista retrata nas obras presentes e que predominam com maior intensidade ao longo do seu percurso artístico. O modelo nu feminino, tema importante e recorrente nas artes visuais, reconhece-se nesta mostra nas formas distorcidas ou transformadas, de cariz surrealista presentes nas obras digitais.

O Fragmento atualidade/arte digital em exposição dá-nos nota de trabalhos concebidos digitalmente nas últimas duas décadas e é composto por telas impressas e pela exibição videográfica de obras digitais produzidas por Rui Aguiar. Estes trabalhos podem ser entendidos como um sinal de coragem no abandonar da prática distintivamente reconhecida e apreciada na sua intervenção artística, ao mesmo tempo que representam uma continuidade na exploração de novas técnicas e linguagens plásticas. Apresentam-se essencialmente em slides de imagens, podendo ser interpretados como maquetas, estudos ou projetos de eventuais obras físicas. Lembram de alguma forma, entre outras, as maquetas realizadas na década de 80 com colagens de recortes de fotografias para a conceção dos objetos escultóricos com tampas e aros metálicos e os desenhos de estudo para as pinturas das obras sem título do universo das “latas de tinta”. Possuem contudo um carater próprio funcionando como imagens artísticas abstratizantes que se debruçam sobre problemáticas da atualidade e/ou sobre memorias de experiências artísticas que marcaram a história da arte inclusive na sua relação de coevolução com o tempo das tecnologias.

 

 

 



HDV_POETAS MAL COPIADOS

HDV - na exposição Poetas Mal Copiados

Home digital vídeo - Projeção de imagens em movimento montadas com os meios simples usualmente presentes num desktop caseiro. Vídeos digitais concebidos com fotografias de obras (ilustrações, pinturas, colagens) e com imagens de arte digital realizadas durante o percurso artístico de Rui Aguiar (1970-2023). Os temas retratados referem-se a ligações mais ou menos evidentes com obras de 5 poetas, Fernando Echevarría, Mário Cláudio, Mário Brochado Coelho, José Carlos Marques e Rita Moreira, (companheiros de percurso) e as suas poesias.

Acompanham as imagens poemas ditos por Pedro Aguiar e por Rita Moreira.
Entrada livre até 31 julho 2023
A exibição dos diversos HDV acontece todos os dias no piso inferior da Casa das Artes e às quintas-feiras e sábados no auditório da Casa das Artes, Porto.

Curadoria COARA






Terra Sigillata - Mário Cláudio

 


Terra Sigillata nº1; nº3; nº9; nº10; nº12; nº18 . 1982-2023 - Colagem de guardanapos e toalhetes de papel e vários papéis manuscritos por Mário Cláudio


As obras resultam de uma interpretação abstrata de Rui Aguiar com o resultado da atividade diária do escritor Mário Claúdio. Na sequência visual do movimento inicial da escrita nasce uma composição concebida através da colagem e dobragem dos manuscritos do longo poema “Terra Sigillata”. Uma Colagem com papeis, guardanapos e toalhetes de papel manuscritos. Materiais que são usualmente destruídos após a publicação da obra literária e que neste caso servem como base para uma intervenção plástica.

Trata-se de um exemplo de um trabalho que afirma a nobreza dos materiais do quotidiano e a circunstância do nascimento de uma obra artística, caraterísticas intrínsecas a todo o percurso de Rui Aguiar. Simultaneamente, é um exemplo da cumplicidade que tem existido entre estes dois criadores portuenses, ambos com uma atividade artística intensa e significativa desde os anos 60 até aos dias de hoje.

Em 1982, Rui Aguiar criou 18 obras para uma exposição de um “conjunto arqueológico” invulgar, composto por manuscritos manuseados de formas distintas (exposição “Terra Sigillata - Arqueologia de um poema”, Porto, Cooperativa Árvore). Em 2023, as obras são alvo de uma ação de recuperação, e em algumas situações (obras mais degradadas) de reinterpretação por Rui Aguiar, de modo a serem expostas na Casa das Artes, na cidade do Porto, na exposição intitulada “Poetas Mal Copiados”.  Esta ação teve a colaboração da associação COARA.

O percurso artístico de Rui Aguiar é marcado durante a sua primeira década de trabalho, por obras com colagens e com materiais de uso frequente no nosso dia-a-dia aos quais confere uma dignidade própria e um universo estético. Uma atitude transversal a toda a sua obra independentemente das técnicas mais ou menos inovadoras que experimentou.

“Os seus quadros são a exaltação do objecto arrancado à sua função quotidiana e chamado a desempenhar um papel dialéctico no diálogo das formas.”, refere José Maria M. França em “ A alegria das coisas simples”, 1972.

“Na obra de Rui Aguiar, o acto de extrair dos hábitos diários, lições de expressão artística, constitui um dos seus elementos mais marcantes”, afirma Laura Castro, Diretora Regional de Cultura do Norte, no texto “Derivas sobre uma obsessão tranquila”, 2005.

“Cidade: vinheta de torres e mapas, por dois querubins escoltada. Auréola de camélias maceradas.” Excerto do Poema “Terra Sigillata” de Mário Cláudio



Capa Catálogo da exposição de 2023.



Capa Catálogo da exposição de 1982




POETAS MAL COPIADOS

 



A Exposição apresenta uma seleção de obras de Rui Aguiar “más copias” de Poetas com os quais tem relações de amizade e de colaboração artística.
Estão expostos trabalhos do inicio da sua atividade artistica, dos anos 80, e trabalhos recentes. Pinturas e imagens digitais, umas montadas nos tradicionais suportes artisticos outras em pequenos videos.

Fernando Echevarría, Mário Cláudio, Mário Brochado Coelho, José Carlos Marques e Rita Moreira são os cinco poetas motivo.

A exposição é de entrada livre e estará aberta na Casa das Artes, Porto, de 27 de Maio até 31 Julho de 2023.

A exposição com curadoria da associação COARA revela na Casa das Artes um conjunto de obras recuperadas do espolio de Rui Aguiar exemplares do esforço que a associação vem fazendo na preservação de um património cultural essencial para se entender o ambiente artístico português dos ultímos 50 anos bem como dos diversos caminhos que a liberdade politica do pós 25 de Abril permitiu para a concepção da cultura visual e escrita contemporâneas.

Rui Aguiar – “Poetas Mal Copiados”
Um exercício de memória relativo a quatro momentos do percurso de Rui Aguiar, aos quais se juntam obras recentes e inéditos do início da carreira de um surrealismo abstrato surpreendente, constitui a base desta exposição. Expõem-se: as primeiras impressões digitais que serviram de base para as ilustrações do poema Corpo Intenso; colagens com manuscritos do longo poema Terra Sigillata realizados por Mário Cláudio em guardanapos e toalhetes de papel; Obras que afirmam a nobreza dos materiais do quotidiano e a circunstância do nascimento de uma obra artística, caraterística intrínseca a toda a obra de Rui Aguiar; os desenhos e colagens que originaram as gravuras para o livro de poesia Cinco Passos ao Sol; algumas obras da coleção “30 Outubros de Guerra“, titulo inspirado no poema Sétimo Outubro de Guerra. São trabalhos sobre a temática da guerra colonial e de outras guerras que se seguiram. Obras povoadas de memórias, "ecos e restos” de guerra reunidas para as comemorações dos vinte e cinco anos da Revolução dos Cravos e 30 anos de atividade; Avistamentos de uma sereia” impressões digitais em tela recentes. A Exposição apresenta obras de Rui Aguiar “más cópias” de alguns Poetas com os quais tem relações de amizade e de colaboração artística, umas montadas nos tradicionais suportes artísticos e outras em pequenos vídeos.
entrada livre até 31 julho 2023
Curadoria COARA




Derivada da Paisagem - Tempo Pendular


Tempo Pendular
sanded acrylic on canvas - 89 x 116 cm - year 1998
© Rui Aguiar


Tempo Pendular
sanded acrylic on canvas - 89 x 116 cm - year 1997
© Rui Aguiar

Alfa e xis em função do tempo
sanded acrylic on canvas - 89 x 116 cm - year 1998
© Rui Aguiar


untitled
sanded acrylic on canvas - 89 x 116 cm - year 1998
© Rui Aguiar


Derivada da Paisagem 
sanded acrylic on canvas - 89 x 116 cm - year 1998
© Rui Aguiar


Tempo Pendular

sanded acrylic on canvas - 89 x 116 cm - year 1998
© Rui Aguiar


Derivada da Paisagem 2
sanded acrylic on canvas - 85 x 105 cm - year 1994.
© Rui Aguiar


alfa e x 2º derivada da paisagem em ordem ao tempo
acrilico areado s/tela, diptico 130x390 cm, 1994
© Rui Aguiar


Pinturas onde se reconhece conceitos inovadores que informaram o discurso poético e estético do artista ao longo da sua vasta carreia tais como a pintura matérica, as colagens, a utilização de materiais reciclados, os símbolos prosaicos como o X e o Alfa, o despojamento, e a simbiose entre a paisagem natural e a intimidade humana. A paisagem como grande organizador mental da composição pictural, espaço no qual a figura humana se funde, não se destaca como acontece por exemplo na arte Renascentista, e a paisagem como um espaço em função do tempo são um dos temas sobre o qual Rui Aguiar investiga, liberta a mente e pinta na década de 90.


"O pintor considera que a paisagem tem vocação para a atemporalidade, o perene, a figura tem vocação para a temporalidade e estabelecer a sua relação em termos de espaço-tempo permite abordagens relacionáveis com a geometria e a cinemática e visualizações que convenhem  à sua abordagem em pintura.

A noção de derivada é a noção de variação (medida da…); a primeira derivada (do espaço em função do tempo) dá a velocidade a segunda dá a aceleração.

Como encontrar e fixar as variações da paisagem em relação à figura?

Se traduzirmos para a trigonometria geométrica cada derivada corresponde a uma rotação de 90º; assim as primeiras derivadas da paisagem conduziriam da horizontal para a vertical e a segunda de novo à horizontalidade “de pernas para o ar”.

A paisagem em função da figura pressupõe um “observador” (interno ou externo ao quadro), é diante desta “figura” que a paisagem evolui, deriva, roda neste caso. É a figura que permite introduzir o tempo na paisagem. 

Sublinhe-se o enquadramento destes aspectos no plano cultural - do Cristianismo, segundo Pernes. Foi no plano da verticalidade da figura que o homem se salvou subindo ao céu! A plenitude, o êxtase está na verticalidade. No mundo oriental, a salvação é a fusão com a natureza. A rotação evoca o círculo, que obviamente simboliza o divino, remetendo as duas vias: a figura deitada que se funde na natureza, a figura em ascendência que se dissolve, transcendendo a sua natureza.

A figura e a paisagem são a memória, a interioridade. A memória é o registo do eu pessoal. A memória é visual, a memória é auditiva, a memória é de todos os sentidos." LAMBERT, Fátima 2000


HDV - Sigillata - poemas Mário Cláudio




Home digital vídeo -  imagens em movimento montadas com os meios simples usualmente presentes num desktop caseiro. Vídeos digitais concebidos com fotografias de obras (ilustrações, pinturas, colagens) e com imagens de arte digital realizadas durante o percurso artístico de Rui Aguiar (1970-2023). 

Excertos do longo poema Terra Sigillata e outros poemas do escritor Mário Cláudio ditos por Pedro Aguiar. 

Vídeos digitais concebidos para a exposição "POETAS MAL COPIADOS" que decorreu na Casa das Artes do Porto entre Maio e Julho de 2023.







https://youtu.be/Sigillata








https://youtu.be/Terra Sigillata






@coara

@ruiaguiar







Infante vs Infanta



Infanta
acrílico s/ papel, 100 x 140 cm, 1994
© Rui Aguiar

Infanta
acrílico s/ papel, 100 x 140 cm, 1995
© Rui Aguiar

Infante
acrílico s/ papel, 100 x 140 cm, 1994
© Rui Aguiar

Infanta
acrílico s/ papel, 100 x 140 cm, 1996
© Rui Aguiar

Infante
acrílico s/ papel, 100 x 140 cm, 1994
© Rui Aguiar
 
Infanta
acrílico s/ papel, 100 x 140 cm, 1994
© Rui Aguiar




Infante
acrílico s/ tela, 100 x 92 cm, 1999
© Rui Aguiar

Infanta
acrílico s/ tela, 100 x 92 cm, 1999
© Rui Aguiar

Infante
acrílico s/ tela, 100 x 92 cm, 1999
© Rui Aguiar

Infante
acrílico s/ tela, 100 x 92 cm, 1999
© Rui Aguiar


Infante
acrílico s/ tela, 130 x 62 cm, 1999
© Rui Aguiar

Infante
acrílico s/ tela, 130 x 62 cm, 1999
© Rui Aguiar



"O Infante incitou à partida. Sob seu desígnio e ordem, partiram para o mar os primeiros barcos, a Europa começou a ficar maior no mapa. Os campos tornaram-se extensões sem fronteiras que se vissem ao longe. Os mares convergiam nas proas das caravelas. Assim, se configurou o mito. Ao longo da História, o espaço e o tempo da figura histórica foi convivendo com efabulações várias que constituíram a sua dimensão mítica. A própria História contribui, as ideologias, as pragmáticas políticas, as convicções sócio-culturais, as criações literárias, as invenções picturais, talvez, tudo consolidou a mitologização do Infante.

Do espaço real em que o Infante viveu, do tempo contado em que transcorriam os dias passou a suspender-se no dimensionamento mítico. O tempo linear transfigurou-o; o espaço retomado na sua vertente omnipotente ascendeu-lhe a efígie. Rui Aguiar convocou a figura mítica, cobiçou-lhe a realidade e reconverteu-o em novidade iconográfica.

As sucessivas telas que se estendem na exposição ganham território ao céu do infante. Transfiguram-no, evocam-no, presentificam-no, ocultam-no: são testemunho da reconstituição do processo demostrativo da sua remitologização. O Infante situa-se sempre num primado cénico. Na sua transposição temporal, ocupa-se de uma situação fantasmática. A recriação precária do tempo singularizado, privado, afecto à figura histórica ultrapassa os estereótipos, através das muitas apropriações picturais do pintor.

Se o seu contorno foi assim, se os seus atributos eram esses, não interessa. Para lá das teses biográficas, das discussões académicas, o Infante foi, passou a ser Infante.

Rui Aguiar empreendeu um acto complexo de descarnalização da figura, desde o primado do convencionalismo até ao rechear de uma texturalidade, de uma matericidade que é a pele do novo mito. A espessura da figura na sua sombra, o contorno preenchido do húmus fundam as realizações utopistas da sua iconografia.

A figura na sua mitologização é exigida na paisagem da história." Efígie, figura, alma - vestígios na planície 

LAMBERT, Fátima 2000

Inauguração Exposição "Poetas mal copiados"








27 Maio de 2023 inauguração da exposição POETAS MAL COPIADOS, na Casa das Artes, Porto.
Curadoria da exposição: COARA.